Por que o lipedema ainda é confundido com obesidade e o que a ciência já esclareceu.

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Durante muitos anos, mulheres com lipedema ouviram que o problema era “falta de disciplina”, “excesso de comida” ou simplesmente obesidade. Hoje, a ciência já deixa claro que essa associação é equivocada — e prejudicial.
O lipedema é uma condição crônica, inflamatória e com relação hormonal e genética, caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente em pernas e, em alguns casos, braços. Esse tecido adiposo tem comportamento diferente da gordura comum: responde pouco a dietas tradicionais e costuma vir acompanhado de dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e tendência ao inchaço.
Na obesidade, o ganho de peso costuma ser mais difuso e responde, ainda que parcialmente, a estratégias convencionais de restrição calórica e aumento de gasto energético. No lipedema, mesmo mulheres com alimentação adequada, atividade física regular e peso corporal dentro da normalidade podem apresentar progressão do quadro nas pernas.
Estudos mostram que o tecido adiposo do lipedema apresenta alterações inflamatórias, maior fragilidade capilar e tendência à fibrose. Isso ajuda a explicar por que “fechar a boca” não resolve o problema — e por que insistir apenas nessa abordagem gera frustração, culpa e abandono do cuidado.
Reconhecer essa diferença não é apenas uma questão diagnóstica. É o primeiro passo para um tratamento mais ético, realista e eficaz.

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